segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um crime sem castigo

Oi galera, hoje estou aqui para falar de pedofilia. Ontem (domingo) eu estava assistindo ao Domingo Espetacular, da Record, quando começou uma matéria sobre um juiz da cidade de Tefé, interiorzão do Amazonas. O nome do juiz é Antônio Carlos Branquinho e esse cara está sendo acusado de pedofilia. Na verdade, ele usava a sua casa oficial para promover orgias sexuais envolvendo menores.


Fato curioso é que, como sempre, esse juiz criminoso que apareceu na reportagem em fotos eróticas com suas “vítimas” tem o tal do foro privilegiado e o seu caso está correndo em segredo de justiça em Brasília. Ele teve prisão preventiva decretada no dia 25 de junho, se apresentou 10 dias depois na delegacia, mas foi solto após cinco dias de detenção, como não poderia deixar de ser. A investigação em cima deste caso acontece desde fevereiro deste ano.


Um outro pedófilo foi condenado e preso na mesma cidade. Ele estava com duas crianças em um motel (uma de 11 e outra de 12 anos) e foi preso em flagrante. Segundo o pedófilo preso, o seu caso foi resolvido em um mês e 20 dias e foi condenado a 12 anos de reclusão.


Agora eu pergunto: a justiça não deveria ser igual para todos?


Cara, isso é revoltante. Esse FDP come as criancinhas e ainda assim tem foro privilegiado?! Perdoem-me essas expressões, mas não consigo analisar de outra forma. Pedofilia é crime. Tem fotos e vídeos comprovando todas as acusações contra ele. Ridículo esse nosso sistema de justiça.


Talvez alguém que represente o judiciário leia esse artigo e queira comentar alguma coisa em defesa desse poder defasado e sem critérios. Escrevam o que quiserem, afinal defendo a liberdade de expressão que é outra coisa que os senhores nos podam, mas continuarei achando essas suas ações ridículas e dignas de todas as críticas.


Juiz tarado, pedófilo, explorador.


Outra questão é: o que leva um homem feito ou uma mulher adulta a querer “pegar” criancinhas? Com tanta gente se vendendo a preço de banana na rua, por que acabar com a vida e com os sonhos de uma criança que certamente levará esse trauma consigo o resto da vida? Não defendo a prostituição, mas já que tem, então se virem com ela e não com crianças.


Sinceramente eu não sei o que se passa com essa gente. Esse juiz é casado e tem uma filha. Será que ele ia gostar que um outro juiz velho e babão fizesse isso com sua filha? Pois é. E agora esse espantalho humano entrou com pedido de aposentadoria no Tribunal de Justiça do Amazonas. E provavelmente vão conceder a aposentadoria. E vão esquecer o que aconteceu. Porque para essa instituição não vale o crime em si, mas, sim, as marcas que isso poderia deixar no judiciário. Eles devem pensar que tirando um mau exemplo de circulação, fica tudo certo né. Ele que faça suas festinhas, desde que não seja mais juiz está tudo ok.


Que raiva disso viu.


Junto com esse calhorda foram presos outros dois funcionários do judiciário de Tefé. Mas estes estão na penitenciária. Justiça ordinária!


Vou parar por aqui. Isso me dá náuseas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um momento de despedida

Meus queridos alunos e colegas professores do CEULP/ULBRA, este é um momento para me despedir de vocês, uma vez que a partir desta semana não faço mais parte desta instituição. Os motivos que me levaram a sair, agora não vêm ao caso. O que eu quero aqui é registrar algumas coisas legais que absorvi ao longo deste um ano e meio que pude conviver com todos vocês.


Dos colegas ficam algumas lembranças como:


- a determinação da Irenides

- a imponência e a amizade da Cássia

- o coleguismo do Luiz Cláudio

- o alto astral da Adriana

- a competência incrível do Edglei


Com a Jocyelma e com a Késia, foram momentos breves, por isso não faço destaques aqui. Mas são excelentes profissionais e sabem muito bem o que fazem. Cassiano e Jean quase não trocamos experiências, mas fica o desejo de muito sucesso. E o Quintanilha...era um ótimo aluno e tem se mostrado um professor de futuro promissor, além de ser um profissional com vasta experiência. Se deixei alguém de lado, me perdoem.


Bom, e quanto aos alunos, sei que para alguns a minha saída será um alívio. Porém, sei também que alguns sentirão a minha falta. Também sentirei de vocês, podem ter certeza.


Nunca fui imparcial. Aliás, já disse a vocês que isso não existe. E, por favor, acreditem nisso. Vocês estão sendo preparados para ser jornalistas e não maquininhas a vapor de quem quer que seja. Não temam dar suas opiniões, não deixem de se impor profissionalmente, parem de pensar que vocês vão sair da faculdade para trabalhar neste ou naquele jornal. Procurem pensar suas vidas profissionais com mais independência e aproveitem tudo o que puderem dentro da faculdade porque é ela quem vai lhes construir os alicerces mais firmes quando estiverem no mercado.


Nunca tive vocação para ser educadora. Fui uma professora em quem vocês puderam encontrar acima de tudo uma jornalista apaixonada pela profissão que fez o melhor que pôde para lhes passar um pouco de como funciona o mundo jornalístico. Acho que consegui fazer isso.


Hoje parto para alçar um vôo maior. E é isso que eu espero um dia saber de vocês. Que vocês sonharam, lutaram, foram atrás e conseguiram realizar cada objetivo de vida e de profissão. Nunca se rendam ao comodismo. Nunca tenham medo de recomeçar e, o mais importante, não se permitam fraquejar sem saber que mesmo caindo, a sua base estará forte para suportar qualquer queda e lhes permitirá recomeçar quantas vezes forem necessárias.


Apesar de tudo, estou feliz. E desejo a todos vocês muita felicidade também.


Um abraço bem forte a todos e nos vemos por aí.